quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Eles odeiam que você diga “eu sei”, eles preferem que você diga “eu acho”.
Enquanto o Brasil avança de forma letárgica, muita gente continua vivendo nos muros dos paradigmas desse sistema. Muita gente respeita o status quo e a mudança é tida como inconveniente.
Sabe o seu vizinho, seu colega de turma, seu amigo? Eles não querem que você mude, você pertence à tribo deles, deve usar as mesmas coisas, viver as mesmas coisas. Criar, inovar, bolar uma idéia muito louca está totalmente out of question (fora de questão). Por quê? Sentimento de coletividade e similaridade do ser humano, em miúdos, não seja diferente porra. É por isso que você é apedrejado quando questiona um assunto abordado pelo seu chefe, quando diz que vai montar um negócio ou quando critica um pastor, a maioria das pessoas prefere o estado morno. Se você não quer sofrer meu amigo, pula fora, viver em cima do muro tem lá suas vantagens.
No mundo da sala de aula não é diferente, você vai encontrar vários professores castradores que não gostam de responder perguntas ácidas, questionamentos que fogem do seu plano de aula. Aluno que forçar um pouco a conversa é tido como chato, arrogante, aliás, com todos esses “incentivadores” ninguém resiste por muito tempo, preferem o silêncio aos cocktails molotov. Professores têm muito poder e de forma subliminar conseguem intimidar os alunos rebeldes jogando a turma contra eles, isso é praxe, é coisa do meio. Eu sou professor, tá? Mato a cobra e mostro o pau.
Eu prego o CAOS. Sala calada é sala desinformada, quanto mais briga, mais o conhecimento está fluindo. Certa vez, meu pai disse que meu temperamento forte faria de mim um homem cheio de admiradores e inimigos, ele estava certo. Eu tenho o poder incomensurável de irritar professores e colegas de turma com minhas perguntas inquietantes. Pagar caro um MBA não significa ficar calado e aceitar modelos organizacionais de 100 anos, precisamos sim, levar os professores ao limite, digo, de sua sabedoria. Hoje, ele ficará irritado, amanhã quem sabe, pode virar seu amigo, afinal, amor e ódio andam de braços dados.
Ah! Tudo que eu escrevi acima foi vivido, sentido, pesquisado, portanto eu não acho, eu sei.
Quebre a Banca!
Por Fabrício Medeiros. Criador do site QUEBREABANCA Palestrante, Investidor Anjo, Professor da FGV. Especialista em Vendas, Liderança e Negociação. Gerente nacional de vendas.



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